quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Orly

Rua Alcindo Guanabara 17 - Obs: Já foi Cine Rivoli  - de 1950 a 1974 - Mas antes disso ali funcionou o Cine São Carlos ... Muitas e muitas encarnações para uma mesma sala... Quem passa pela porta do Cine Orly e vê o letreiro anunciando a programação de filmes pornográficos não imagina que ali funcionou, no período entre guerras, o Cine São Carlos, que dedicava-se a exibicão de filmes judaicos, muitos deles falados em ídiche! Algumas imagens do TCC "Ídiche nos trópicos", apaixonada pesquisa publicada pela cineasta e pesquisadora Ieda Rozenfeld, nos ajudam a desfiar a memória da Cinelândia, revelando um passado insuspeito para a região. Vale conferir!
Familia de judeus-romenos na Praça XI, Rio de Janeiro década de 40. Álbum familiar da autora.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

REX









"Sala de cinema localizada na parte menos nobre da Cinelândia central. Tem endereço na Rua Álvaro Alvim nº 33/37, no centro. O Rex ocupa uma sala no andar térreo do edificio que lhe empresta o nome. Foi servido pela empresa exibidora Companhia Brasileira de Cinemas e pertence ao grupo Luiz Severiano Ribeiro. Seus 1900 lugares iniciais foram diminuidos para 1607, no ano de 1969. Já decadente, passou a adotar a prática de programação dupla e posteriormente optou pela exibição de filmes pornográficos. Foi inaugurado em 27 de janeiro de 1934 e até a data da elaboração desta obra, continua em atividade." ref: Telas que se foram

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Capitólio



"Foi edificado em terrenos do antigo Convento da Ajuda pelo Sr. Francisco Serrador.
Fachada: ocupava três pavimentos do prédio. Sua fachada, profusamente iluminada, apresentava o título do cinema em cores cambiantes.
Interior:  a inauguração do Capitólio, ansiosamente esperada pelo público carioca, que afluía à frente da casa para assistir às experiências de luz, foi motivo de comentários por parte da imprensa, que assim se manifestava: “A casa não é muito grande, relativamente, pois terá a capacidade de uns 1.300 a 1.400 lugares...mas esses 1.300 lugares do Capitólio estão divididos em uma platéia de poltronas confortabilíssimas, uma galeria imponente para mais de 500 espectadores e uma ordem de frisas.
A ornamentação interna é distinta e sóbria, mas sempre artística. Possui um foyer luxuoso e uma cabine magnífica de operação, em toda a largura do edifício, com quatro máquinas montadas. A projeção é excelente e grandemente ampliada.” (5) Nos dias subseqüentes acrescentava ainda: “A sala é de linhas elegantes com decorações em que predominam o pérola e o branco, o que empresta ao ambiente nobreza e distinção.
Todos os problemas de arejamento e de luz foram cautelosamente estudados e resolvidos...” (6) E dizia-se mais: “A platéia ocupava o térreo; o segundo pavimento compreendia os camarotes, uma sala de espera e uma bonbonnière elegantíssima em que as obras de marcenaria artística alternam com os espelhos e móveis de luxo, destinados ao repouso e prazer dos espectadores, ali se achando montada uma buvette...” e, no terceiro pavimento ficavam o anfiteatro e o promenoir, “com elevada lotação, distribuída por cadeiras cômodas e confortáveis.” (6)
http://www.ctac.gov.br/centrohistorico/VersaoImp_TeatroXPeriodo.asp?cdP=5&cod=155&tipo=Identificacao&submit1=Vers%E3o+para+Impress%E3o

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pathé

"Um templo da sétima arte que cedeu espaço para um templo religioso. Parte do complexo da Cinelândia do centro (na época existia a Cinelândia da Tijuca), recebeu endereço na Praça Floriano nº 45, no centro da cidade. Inaugurado em 1 de outubro de 1928, recebeu como empresa exibidora a Casa Marc Ferrez Cinemas e Eletricidade Ltda. Seu interior apresentava bela decoração em estilo déco e oferecia um bom conforto para os época. Passou por seu espaço que padrões da várias reformas e inicialmente disponibilizava 918 poltronas para seus visitantes época, que este era o cinema mais afrancesado da cidade.




Foi desativado no ano de 1999, época em que a Cinelândia Carioca começava a desaparecer. Em seu lugar foi inaugurada uma igreja evangélica.



domingo, 3 de fevereiro de 2013

Gloria

http://www.ctac.gov.br/centrohistorico/VersaoImp_TeatroXPeriodo.asp?cdP=5&cod=154&tipo=Identificacao&submit1=Vers%E3o+para+Impress%E3o 

Foi edificado em terrenos do antigo Convento da Ajuda.



Fachada: ocupava o espaço de três andares do Edifício Glória, de oito pavimentos, tendo sua frente voltada para a Avenida Rio Branco, os lados para as duas ruas laterais – Francisco Serrador e ator Jaime Costa – e os fundos para a Rua Álvaro Alvim. Com portas e janelas rasgadas para todos os lados, oferecia perfeitas condições de ventilação e de segurança. Sua entrada era encimada por um letreiro indicativo que, segundo comentários na época de sua estréia, “era uma maravilha de perfeição, um jogo de luzes policromas que encanta”. (3)



Interior: referindo-se às instalações da nova casa de espetáculos, o Jornal do Commercio dizia: “Quanto à sua comodidade tem-na o novo Cine-Theatro com um mobiliário idêntico ao do Capitólio, que é comodíssimo, sendo que é todo em tom claro e alegre. Possui uma série de camarotes que é uma maravilha, e uma galeria estupenda. O seu palco é vasto, e a boca de cena magnífica, o que lhe dá esplêndidas propensões para explorar o gênero teatral.” (3)
Por ocasião de seu  desaparecimento, entre as razões para justificar sua demolição, dizia-se que o “Glória não tinha acústica, era barulhento, incômodo e representava um enorme espaço perdido...”.(2)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Império



O Império foi a terceira casa de espetáculos que a Companhia Brasil Cinematographica construiu nos terrenos do antigo Convento da Ajuda, ao lado do Glória e do Capitólio.
Fachada: com a frente voltada para a Praça Marechal Floriano, ocupava o andar térreo e os dois primeiros pavimentos de um edifício de oito andares.
Interior: o Império foi o menor dos três cinemas construídos pelo Sr. Francisco Serrador, mas dispunha de todos os requisitos de comodidade, elegância e higiene, tendo sido considerado uma das mais luxuosas e confortáveis casas de diversões do Rio.
Planejado nos mesmos moldes do Capitólio e do Glória, introduziu poucas variantes: “os lugares, segundo o precedente consagrado na terra-mater dos cinemas, os Estados Unidos, repartem-se principalmente entre a platéia e o anfiteatro, ambos amplos e bem emoldurados pelo gracioso contorno da parábola do salão” .(5)
E a respeito da decoração interna da casa, o mesmo jornal comentava que a Companhia Brasil Cinematographica esmerara-se mais ainda, dando ao Império “um cachet  de elegância e distinção muito apreciável”, classificando-o como o “mais aprazível e simpático ao espectador”, completando essa impressão com um “mobiliário elegante e um sistema de iluminação primoroso”. (5) 


 

 



 

 


http://www.ctac.gov.br/centrohistorico/VersaoImp_TeatroXPeriodo.asp?cdP=5&cod=153&tipo=Identificacao&submit1=Vers%E3o+para+Impress%E3o

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

controvérsia

Salas de cinema para quem?
Citando Ivana Bentes, no FB, sobre a notícia de que MinC, Ancine e BNDS anunciam investimento de  146 milhões na digitalização de salas de cinema do país:  "Digitalizar as salas de cinema é ótimo, mas com o "gargalo" para o cinema brasileiro que fica em exibição e chega às salas e é distribuido de forma ainda assimétrica e desigual, milhões investidos em "Sala de Cinema" é "remediar" um sistema caro e que afunila.  Quando vão começar a colocar esses milhões em uma plataforma de exibições on line de alta qualidade, com acesso direto pela internet e a preços de centavos? Essa é a economia do cinema que interessa, para milhões de pessoas!"
A controvérsia em torno da dominacão no circuito exibidor é antiga, vide Filme Cultura 47, 1986.