segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pathé

"Um templo da sétima arte que cedeu espaço para um templo religioso. Parte do complexo da Cinelândia do centro (na época existia a Cinelândia da Tijuca), recebeu endereço na Praça Floriano nº 45, no centro da cidade. Inaugurado em 1 de outubro de 1928, recebeu como empresa exibidora a Casa Marc Ferrez Cinemas e Eletricidade Ltda. Seu interior apresentava bela decoração em estilo déco e oferecia um bom conforto para os época. Passou por seu espaço que padrões da várias reformas e inicialmente disponibilizava 918 poltronas para seus visitantes época, que este era o cinema mais afrancesado da cidade.




Foi desativado no ano de 1999, época em que a Cinelândia Carioca começava a desaparecer. Em seu lugar foi inaugurada uma igreja evangélica.



domingo, 3 de fevereiro de 2013

Gloria

http://www.ctac.gov.br/centrohistorico/VersaoImp_TeatroXPeriodo.asp?cdP=5&cod=154&tipo=Identificacao&submit1=Vers%E3o+para+Impress%E3o 

Foi edificado em terrenos do antigo Convento da Ajuda.



Fachada: ocupava o espaço de três andares do Edifício Glória, de oito pavimentos, tendo sua frente voltada para a Avenida Rio Branco, os lados para as duas ruas laterais – Francisco Serrador e ator Jaime Costa – e os fundos para a Rua Álvaro Alvim. Com portas e janelas rasgadas para todos os lados, oferecia perfeitas condições de ventilação e de segurança. Sua entrada era encimada por um letreiro indicativo que, segundo comentários na época de sua estréia, “era uma maravilha de perfeição, um jogo de luzes policromas que encanta”. (3)



Interior: referindo-se às instalações da nova casa de espetáculos, o Jornal do Commercio dizia: “Quanto à sua comodidade tem-na o novo Cine-Theatro com um mobiliário idêntico ao do Capitólio, que é comodíssimo, sendo que é todo em tom claro e alegre. Possui uma série de camarotes que é uma maravilha, e uma galeria estupenda. O seu palco é vasto, e a boca de cena magnífica, o que lhe dá esplêndidas propensões para explorar o gênero teatral.” (3)
Por ocasião de seu  desaparecimento, entre as razões para justificar sua demolição, dizia-se que o “Glória não tinha acústica, era barulhento, incômodo e representava um enorme espaço perdido...”.(2)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Império



O Império foi a terceira casa de espetáculos que a Companhia Brasil Cinematographica construiu nos terrenos do antigo Convento da Ajuda, ao lado do Glória e do Capitólio.
Fachada: com a frente voltada para a Praça Marechal Floriano, ocupava o andar térreo e os dois primeiros pavimentos de um edifício de oito andares.
Interior: o Império foi o menor dos três cinemas construídos pelo Sr. Francisco Serrador, mas dispunha de todos os requisitos de comodidade, elegância e higiene, tendo sido considerado uma das mais luxuosas e confortáveis casas de diversões do Rio.
Planejado nos mesmos moldes do Capitólio e do Glória, introduziu poucas variantes: “os lugares, segundo o precedente consagrado na terra-mater dos cinemas, os Estados Unidos, repartem-se principalmente entre a platéia e o anfiteatro, ambos amplos e bem emoldurados pelo gracioso contorno da parábola do salão” .(5)
E a respeito da decoração interna da casa, o mesmo jornal comentava que a Companhia Brasil Cinematographica esmerara-se mais ainda, dando ao Império “um cachet  de elegância e distinção muito apreciável”, classificando-o como o “mais aprazível e simpático ao espectador”, completando essa impressão com um “mobiliário elegante e um sistema de iluminação primoroso”. (5) 


 

 



 

 


http://www.ctac.gov.br/centrohistorico/VersaoImp_TeatroXPeriodo.asp?cdP=5&cod=153&tipo=Identificacao&submit1=Vers%E3o+para+Impress%E3o

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

controvérsia

Salas de cinema para quem?
Citando Ivana Bentes, no FB, sobre a notícia de que MinC, Ancine e BNDS anunciam investimento de  146 milhões na digitalização de salas de cinema do país:  "Digitalizar as salas de cinema é ótimo, mas com o "gargalo" para o cinema brasileiro que fica em exibição e chega às salas e é distribuido de forma ainda assimétrica e desigual, milhões investidos em "Sala de Cinema" é "remediar" um sistema caro e que afunila.  Quando vão começar a colocar esses milhões em uma plataforma de exibições on line de alta qualidade, com acesso direto pela internet e a preços de centavos? Essa é a economia do cinema que interessa, para milhões de pessoas!"
A controvérsia em torno da dominacão no circuito exibidor é antiga, vide Filme Cultura 47, 1986.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

João do Rio e a trepidação cinematográfica da sociedade carioca


painel_photo
Cinema Belle Epoque :: série de poster art (2005) Moana Mayall
“um cinematógrafo de letras, o romance da vida do operador no labirinto dos fatos, da vida alheia e da fantasia – mas romance em que o operador é personagem secundário, arrastado na torrente dos acontecimentos.”




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

#9 Roxy Hortifruti



O Cine Roxy, é um dos poucos palácios cariocas que resiste ao tempo e continua em funcionamento, ainda que sua suntuosa sala tenha sido dividida em três.                                         Na calçada oposta, em diagonal, a fachada branca do Supermercado Zona Sul é uma tela que convida para um intervenção efêmera : estão transformando os cinemas em hortifruti? Então vamso transformar o super mercado em cinema! Bu!




terça-feira, 29 de janeiro de 2013

#8 Cine Caruso

De propriedade da empresa Cinemas Unidos S/A. Localizava-se em um prédio na Av. Nossa Sra. de Copacabana 1.362. (o prédio ainda existe) Foi inaugurado em 1954, com capacidade de 867 lugares. Ap. 35 m/m. Func. diário – Média anual – 1.825 sessões – 630.895 espectadores.




Esse Rio de Janeiro! O homem passou em frente ao Cinema Rian, na Avenida Atlântica, e não viu o Cinema Rian. Em seu lugar havia um canteiro de obras."


"Na avenida Copacabana, Posto 6, passou pelo Cinema Caruso. Não havia Caruso. Havia um negro buraco, à espera do canteiro de obras. Aí alguém lhe disse: 'O banco comprou.' (...)" Carlos Drummond de Andrade "Os cinemas estão acabando", Filme Cultura 47, 1986.






Os incêndios marcaram a história dos cinemas da cidade.
Diário de notícias publica nota sobre incêndio no Cine Caruso, em 1955.